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Guarujá planeja Escola de Polo Aquático para o segundo semestre de 2025

A Prefeitura do Guarujá, por meio da secretaria municipal de Esportes, firmou parceria com a Associação de Desportos Aquáticos da Baixada Santista (ADABS) para promover escolas de Polo Aquático nos Centros de Atividades Educacionais Comunitárias (CAECs). Nos meses de maio e junho os professores dos CAEC foram capacitados para ensinar os fundamentos básicos da modalidade. A expectativa é de início das aulas em agosto, no retorno escolar.

Adriano Silva, técnico e coordenador de Polo Aquático do Clube Hebraica, da capital paulista, foi o responsável pela troca de experiências com os professores da rede pública do Guarujá. As aulas foram ministradas no CAEC Vereador André Luiz Gonzalez, no bairro de Morrinhos.

Para Margaret Simões Rodrigues, coordenadora dos CAECs, o polo aquático promove à diversidade esportiva. “A inserção da modalidade no município pode revelar atletas com potencial para competir em diversos níveis esportivos. As aulas terão início no mês de agosto no CAEC Vereador André Luiz Gonzalez. Nossa expectativa é que o polo seja divulgado amplamente para que seja inserido em todos os CAECs”, disse a coordenadora.

“O balanço do treinamento lá foi muito positivo, pois os professores que participaram tiveram um interesse muito grande, participaram ativamente das atividades. Perguntaram, tiveram curiosidades para saber sobre todos os detalhes, técnicas e dinâmicas do Polo Aquático. Consegui passar para eles os fundamentos básicos. Eles compreenderam e visualizaram possibilidades de aplicação em seus espaços. Fomos muito bem recebidos, todos os momentos ali tiveram um carinho e uma atenção muito grande”.

Foram realizadas três aulas presenciais. Uma totalmente teórica, passando pelas regras e dinâmica dos jogos, além dos principais movimentos dentro e fora da água. Nas duas seguintes, os professores foram para a piscina e praticaram os exercícios.

Segundo Dalva Andrea Nascimento da Silva Fujii, professora de natação e hidroginástica do CAEC Morrinhos, a ideia é abrir duas turmas no semestre, após o retorno das férias. “Uma turma de manhã e uma logo depois do almoço para a galera que estuda na parte da manhã. Pretendemos trabalhar com crianças de 10 a 15 anos, entre 20 a 30 alunos por aula, para tentar formar uma equipe sub-12. Quem sabe participamos do HaBaWaba, em Bauru”, disse.

Paralelo ao CAEC de Morrinhos, outros Centros do município já iniciaram a prática recreativa da modalidade. “Tenho certeza que a partir do momento que começar, mesmo que de forma recreativa, pequeno mesmo, o polo aquático nesses lugares, a gente vai desenvolver porque é legal, é envolvente, dinâmico, é lúdico, envolve água”, ressaltou Adriano Silva.

A ADABS ofereceu tocas de jogo, bolas, projeto de traves (gols) de PVC e dará suporte aos professores por meio de um canal direto de comunicação. Futuramente a entidade levará traves oficiais para o CAEC.

De acordo com Adriano, por se tratar de uma região litorânea, que tem muitas praias, rios e cachoeiras, é de suma importância a população ter habilidades aquáticas, principalmente naqueles espaços onde não existem clubes. “E o Polo Aquático vem aí como uma ferramenta de desenvolvimento para a galera da comunidade, para as crianças da comunidade e também vai ajudar com questões de prevenção, como de afogamentos”, explicou.

A prática do polo aquático envolve uma série de valores. O indivíduo precisa interagir com diversidades, com o companheiro de equipe, é uma atividade que requer muita resistência física, perseverança, impõe muitos desafios que podem ser transferidos para uma mentalidade mais resiliente.

Dalva acredita que, em um ou dois anos, a modalidade se expanda para outros lugares da cidade, em outros CAECs. “Aumentar e conseguir fazer um campeonato regional, e, talvez, levar essas turmas para alguns campeonatos por aí”, falou.

Para o coordenador, é uma oportunidade única de desenvolvimento de pessoas, inclusão social e, mais para frente, o sonho é que possamos realizar uma liga da Baixada Santista. “Uma competição recreativa mesmo, mas que possa ter a participação do Guarujá, Santos, Cubatão, Itanhaém, outras cidades da Baixada. Isso vai ajudar muito o desenvolvimento do esporte na região”.

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